Banhos Aromáticos

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Publicado em 06/07/2017
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Banhos Aromáticos – Parte I

 
 

Os banhos aromáticos são utilizados e apreciados desde a antiguidade. Eles possuem propriedades relaxantes, estimulantes, analgésicas, entre outras, dependendo da temperatura da água e dos componentes utilizados. Mais do que uma forma de higiene, eram também um verdadeiro tratamento para corpo e para a mente.

Em Roma e na Grécia antiga eram famosas as Casas de Banho ou Termas, que possuíam piscinas públicas com água aquecida para tratamento de dores reumáticas, artrite, entre outros problemas de saúde, para revigorar os atletas após as lutas e para tratamentos de beleza.

Caldarium era a câmara destinada aos banhos quentes e aos banhos de vapor. O Caldarium podia ser redondo ou retangular, com um ou mais tanques (piscinas) de água quente, ou banheiras individuais. Os arquitetos construíam geralmente no lado sul ou sudoeste das balneários, para explorar o calor natural do sol. Em estruturas mais antigas, o calor era obtido com braseiros simples. Com o tempo, se tornou comum os romanos utilizarem um sistema de aquecimento por circulação de ar quente em baixo do piso e através das paredes, o Hypocaustum.
Imagem 203 de Banhos Aromáticos – Parte I
 Casa de Banho Romano em Bath – Região de Londres (Inglaterra)     

Ainda hoje quando queremos relaxar pensamos em um bom banho, após um dia tenso ou exaustivo de trabalho, ou mesmo para nos refrescarmos nos dias quentes com um banho frio ou morno.

No caso dos banhos terapêuticos, ou seja, que têm o objetivo de ser parte de um tratamento de saúde, também podemos utilizar temperaturas diferentes de água, assim como ervas ou óleos essenciais adequados à nossa finalidade.


Existem vários tipos de banhos:

- Imersão Total: nesse tipo de banho, mergulhasse o corpo todo ou uma parte dele em um recipiente cheio d’água. Banhos de banheira são do tipo de imersão total e o ideal é que não ultrapassem o tempo de 20 minutos, quando o objetivo é o relaxamento. Nesse caso pode-se usar de 5 a 7 gotas de óleo essencial, diluídos em um pouco de óleo vegetal para que não evaporem, e depois misturados a um pouco de leite, para que se misturem bem à água da banheira. 

- Imersão Parcial: é utilizado quando o objetivo é tratar uma parte do corpo, por exemplo, o braço. A quantidade de água usada é menor do que no banho de imersão total, ideal para auxiliar a aliviar dores. A água deve ser quente ou pelo menos morna.  Exemplo de banho de imersão parcial é o banho de assento, tão usado desde os tempos da vovó, para problemas do baixo ventre, como candidíase, infecções genitais, infecção urinária, hemorróidas. Outro exemplo é o escalda-pés, quando em uma bacia com água geralmente quente, colocamos sal grosso ou ervas e óleos essenciais para promover relaxamento, tratar problemas de pele nos pés ou unhas, auxiliar a circulação, etc. Para o banho parcial também são utilizadas de 5 a 7 gotas de óleo essencial, preparando do mesmo modo que descrito acima.

No caso de banhos de assento, a dosagem de óleo essencial pode ser um pouco maior, até 10 gotas em uma bacia com água pela cintura. Nesse caso deve ser evitado o uso de leite e os óleos essenciais podem ser misturados a um pouco de óleo vegetal e em seguida uma pequena quantidade de álcool de cereais. 

- Aspersão: é o banho em que a água é aspergida ou borrifada. O banho de chuveiro pode ser um exemplo de banho de aspersão. Nesse caso, o uso das ervas pode ser feito ao finalizar o banho de chuveiro, colocando-se a infusão de ervas ou óleos essenciais em uma bacia com água e derramando esse conteúdo sobre o corpo como última água, sem enxaguar.

Pode-se também utilizar esse líquido preparado para borrifar sobre o corpo, principalmente na parte que deve ser tratada. É muito usado para problemas de pele.

Durante os banhos, também é possível fazer uso de um sabonete medicinal com extratos de ervas e óleos essenciais na composição, o que trará muitos benefícios para a saúde.

- Quanto à temperatura da água: banhos quentes são indicados para tratar dores em geral, como musculares, cólicas, câimbras, nevralgias e para relaxamento. 

Banhos mornos são bons para tratamento de pele e os com água fria são mais indicados em casos de varizes, alívio de inchaços, queimaduras e para revigorar. Em locais de clima frio, os banhos de água fria devem ser mais utilizados para tratamento localizados ou pelo banho de aspersão ou ainda substituídos por compressas.


Algumas dicas de ervas e óleos essenciais para cada ocasião: 
Imagem 205 de Banhos Aromáticos – Parte I

Quando pensamos em um banho relaxante, devemos utilizar óleos essenciais ou ervas que tenham esse efeito. 

O óleo essencial de Lavanda é o primeiro que vem à mente, por seu aroma agradável e por seus efeitos de relaxamento e analgésicos.

Podemos utilizar também o óleo de Laranja Doce, que tem um aroma alegre e produz relaxamento mental. 



O Gerânio tem aroma muito feminino e trabalha muito bem as questões ligadas à TPM, como inchaço, irritação, dores nos seios. Possui também efeito tranquilizador e regulador hormonal. Além disso, é excelente para tratar a pele. 

Para casos de insônia e pânico, uma sinergia muito eficaz é o uso do óleo essencial de Olíbano e Lavanda. O Olíbano tem efeito relaxante contra o estresse, acalma a mente e a respiração. E por falar em respiração, o Olíbano é muito indicado nos casos de asma, bronquite, tosse e infecções respiratórias.

O óleo essencial de Ylang ylang, devido ao seu aroma exótico e arrebatador, é muito usado em cremes e perfumes sensuais. Entretanto, é um óleo de efeito relaxante, hipotensor, contra ansiedade e estresse. Deve ser usado com moderação, pois possui aroma forte, que pode causar dores de cabeça. Em geral uma única gota já é suficiente.  

No caso de banhos energizantes podemos pensar e em óleos essenciais como o Alecrim, que é muito estimulante e tem efeito analgésico, e que deve ser usado pela manhã, pois por ser estimulante pode atrapalhar o sono. Da mesma forma os óleos essenciais de Manjericão ou Louro, são quentes e aconchegantes e dão disposição.

O Gengibre ativa os centros vitais, é muito estimulante e é bem indicado em casos de dores musculares. 

Para situações que envolvem problemas respiratórios, podemos utilizar, além do óleo de Olíbano, já mencionado anteriormente, também o Eucalipto Glóbulos, o Eucalipto Citriodora, o Cipreste e o Cedro

Os óleos essenciais de Canela e de Cravo são também estimulantes, porém devem ser utilizados com cuidado já que são altamente irritativos e podem causar alergias de pele. Por isso é mais indicado o uso de suas partes, como as flores de Cravo secas e os Paus de Canela, para os banhos de aspersão.

As mesmas ervas indicadas acima, assim como os óleos essenciais podem ser usadas para o banho de aspersão: Alecrim, Manjericão, Louro, Gengibre, Eucalipto. Quando colocadas em água quente, liberam os seus ativos que farão o efeito necessário para cuidar da nossa saúde.  

As ervas que podem trazer um efeito de relaxamento e alívio das tensões diárias, são: Camomila, Erva Doce, Erva Cidreira, Melissa, entre outras. Podemos citar também as pétalas de rosas como embelezadoras e calmantes.
Banhos de Camomila são excelentes para alergias de pele devido ao seu efeito calmante e, nesse caso, deve ser utilizada água em temperatura ambiente, do tipo aspersão.

Como mencionado anteriormente, uma boa solução e de uso fácil, são também os sabonetes medicinais, líquidos ou em barra. Além do aroma durante o banho ter efeito pela olfação, os ativos são absorvidos pela pele do corpo e proporcionam efeito físico e mental, ajudando inclusive a aliviar dores musculares, dores de cabeça, enjôos, cólicas, alergias de pele e problemas respiratórios, entre outros.

É importante sempre ficar atento às contra-indicações dos óleos essenciais e das ervas, pois mesmo sendo produtos naturais, podem causar reações indesejáveis, como elevação da pressão arterial ou alergias de pele.

No próximo artigo, daremos continuidade ao assunto dos Banhos Aromáticos, com receitas de sabonetes e banhos com ervas e várias dicas! 

Importante lembrar que a Aromaterapia é uma técnica de Terapia Complementar e que, portanto, não substitui os tratamentos médicos convencionais, mas proporciona bem estar e muitos benefícios para o reequilíbrio orgânico.  

Cuidado com a procedência dos óleos essenciais e das ervas medicinais, que só devem ser adquiridos em locais confiáveis.



Referências:

- Gaspar, Eneida Duarte – Aromaterapia: uso terapêutico das essências vegetais. Editora Pallas 2004
- Corazza, Sonia - Aromacologia – uma ciência de muitos cheiros. Editora Senac São Paulo 2002
- Amaral, Fernando - Técnicas de Aplicação de óleos essenciais. Editora Cengage 2015
www.thearcheology.wordpress.com


Colunista:   Silvia Pirré  – Psicoterapeuta

Atuação:   Florais de Bach, Aromaterapia, Reiki, Aurículoterapia, Reflexologia, Massagem Relaxante com Óleos Essenciais.

Endereço:  Rua Dr. José de Queiroz Aranha, 234 – Próximo ao metrô Ana Rosa

Telefone: (11) 5083-4482 – Atendimento com hora marcada

E-mail  -  silvia.pirre@yahoo.com.br





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