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Publicado em 17/10/2021
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A vida após a inteligência artificial.

 
Imagem 997 de A vida após a inteligência artificial.
Havia um tempo que Siri era um crustáceo e Alexa um nome moderno para meninas. Hoje são confidentes de milhares de pessoas, ainda que desprovidas de que qualquer afeição.

Chamou-me à atenção a lista dos melhores livros que Bill Gates (o bilionário e visionário fundador da Microsoft) leu em 2021 e, um deles em especial: Klara e o Sol, do Nobel Kazuo Ishiguro, Companhia das Letras, 2021. A história se dá numa vitrine onde Klara, inteligência artificial, observa o comportamento humano. Interessante observação.

Faz um tempo que vi a inteligência artificial de um dos maiores magazines brasileiro, cujo nome remete à sua fundadora, declarar aterrorizada o que os homens pediam para ela fazer, e o quanto ela imaginava que uma mulher de verdade seria assediada e tratada como um objeto.

Mês passado, um paciente veio à sessão numa manhã de um dia de feriado e contou-me que ouviu a filhinha perguntar para a “amiga” Alexa: “você pode ganhar dinheiro para o meu pai brincar mais comigo?”.

Os dizeres acima me fazem imaginar a terapia virtual que é feita com as inteligências artificiais; imagino uma pessoa encostando a cabeça no travesseiro e rezando suas lamúrias para um aparelho no criado mudo, ao lado de sua cama. Aparelho esse concebido para facilitar o dia-a-dia e que acabou virando best friend das mais diversas idades. 

Chegamos em 2021 com recordes de consultas psiquiátricas – nunca foi tomado tanto ansiolítico como nesse período pandêmico. Foi preciso frear a vida para não morrer e foi preciso muitos perrengues emocionais para suportar a situação.

Conhecemos novas realidades e talvez já estejamos esquecendo o que passou nos dois últimos anos – já é passado para muitos. Tanto se falou em empatia, mas poucos se tornaram empáticos, de verdade. O índice de pessoas que foram morar na rua, somado ao número de pessoas com fome aumentou de forma gigantesca. Poucos se tornaram trilionários e muitos viram seu poder financeiro despencar com os aumentos sem precedentes das contas básicas. Corremos atrás do dinheiro e menos o temos: a necessidade de consumo está tão distorcida que entramos numa bola de neve. A vida tornou-se um “pagar boletos”, pelo menos aos empregados. E os desempregados se viram como podem.

Em meio a esse ano tão delicado, muitos foram afetados: quem perdeu quem foi embora, quem perdeu o irrecuperável. Quem luta para recuperar ou manter. Carreiras profissionais foram abaladas, empresas foram fechadas, relacionamentos naufragaram num mar aberto. Difícil sair de 2021 sem nenhuma sequela. Pro melhor ou pior.

Siri (inteligência artificial da Apple) e Alexa (inteligência artificial criada pela Amazon) são apenas exemplos do novo tempo. Ishiguro foi apocalíptico em escrever sobre um ponto de vista tão delicado. E dentro dessa linha de raciocínio, muitos filmes já anunciaram o advento desse novo mundo: você fala que quer trocar seu colchão próximo ao seu celular e começam a surgir propagandas de colchões nas suas pesquisas e redes sociais. Imagino quando você disser que “precisa de colo”, quais alternativas virão. E quando você disser, em voz alta, que precisa de paz. Talvez a sensibilidade da Alexa faça-a desligar-se sozinha.



Redação:
Silvia Delforno, terapeuta corporal com abordagem tântrica.
Whatsapp 11 97118-2440







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